13º Domingo do Tempo Comum – 2022


Domingo, 26 de junho.

Hoje, Padre Manoel, em sua homilia, preguntou às crianças qual é o primeiro mandamento de Deus, e elas muito bem instruídas disseram: “Amar a Deus sobre todas as coisas!” e ainda complementaram: “Devemos amar a Deus mais do que nossos pais, porque Deus quem os criou e os protege.”

Se eu digo que amo a Deus, mas brigo com alguém no trânsito ao sair da Missa, significa que eu amo Deus? Está aí algo para se pensar. Por isso devemos colocar na prática o amor a Deus, perdoando e relevando muitas coisas que poderiam nos prejudicar.

Na primeira leitura o profeta Elias chama Elizeu para ser um grande profeta. Elias, ao passar perto de Eliseu, lança sobre ele o seu manto e Elizeu o começa a seguir. Qual foi o momento em sua vida que Deus passou o manto sobre ti lhe chamando à conversão?

Na segunda Leitura, São Paulo diz: “Foi para a liberdade que Jesus Cristo nos libertou!” ou seja, do pecado e da escravidão. O Demônio não é feio como ilustrado na idade média. O Demônio foi um anjo de luz e nos seduz com sua beleza.

Por exemplo, para quem é diabético, a tentação é comer doce. E isto não deixa de ser uma cruz, como foi dito no domingo passado. Para muitos maridos a tentação é a traição,  aprender a amar não deixa de ser uma cruz, porque quem ama não trai.

Na nossa vida, infelizmente, queremos brilhar mais que os outros, mas devemos saber que não viemos aqui só para enriquecer, comer, beber, dormir, se divertir etc. Viemos para amar, servir a Deus e salvarmos nossas almas.

Podemos ter as coisas também, mas Deus quer nos dar tudo na liberdade, como por exemplo, saúde, prosperidade e bens. O dia em que começarmos a nos escravizar pelas coisas, deixaremos de conquistá-las. O Demônio também pode nos dar o que queremos, mas ele nos cobra por isso nos escravizando a ele.

No evangelho, Jesus está caminhando com os discípulos e, caminho na Bíblia significa caminhada de crescimento na fé. E alguém na estrada diz a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. E Jesus diz a este homem que para isso, este deve se desapegar de tudo e não olhar para trás.

A nossa vida cristã é um caminho onde devemos aprender a desapegar. Significa que você pode ter suas coisas, mas que também saiba viver sem elas. Tem muita gente que quando perde um emprego, ou um ente querido, praticamente deixa de viver e não é isto que Deus quer.

Jó, no antigo testamento, perde tudo, inclusive sua saúde e sua família, mesmo assim, ele não desiste e ainda clama a Deus dizendo; “Deus deu, Deus tirou, bendito seja Deus!” E no final do livro de Jó, Deus lhe concede seus bens em dobro.

Devemos ser fiéis a Deus mesmo nos sofrimentos e dificuldades e não carregar o fardo em nossas costas de situações do passado, pois o fardo de Deus é leve e seu julgo é suave.

Avisos

• Palestra dia 28/06 – terça feira às 20h00 no salão de festas.
– Entrada pelo portão 5 do clube.
– Tema: Suícidio
– Trazer um quilo de alimento não perecível.
– Palestrante: Padre Lício do Vale. Mebro da ABEPS – Associação Brasileira de Estudos e Prevenção ao Suicídio
https://www.linkedin.com/in/liciovale/

• Próximo Domingo:
– Missa Solene de São Pedro e São Paulo;
– Comemoração do aniversário natalício e 26 anos de sacerdócio de Padre Manoel .

12ª Semana do Tempo Comum – 2022


Domingo, 19 de junho.

No evangelho de hoje, Jesus faz uma pergunta aos discípulos: “Quem diz o povo que eu sou?” e eles respondem: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”; Mas Pedro responde dizendo que Jesus é o Cristo de Deus.

Jesus os proibiu de dizerem isso a alguém. E acrescentou que o Filho do Homem seria perseguido, morto na cruz e ressuscitado no terceiro dia.

Se Jesus fizesse esta pergunta a nós, a nossa resposta deveria ser dita com amor e adesão a Ele, através de nossas atitudes, da nossa vida, daquilo que nosso coração faz e sente, ou seja, da nossa participação na construção de um mundo melhor e de uma sociedade mais fraterna.

Se perguntássemos a nossos irmãos de outras religiões quem é Jesus, com certeza eles também o elogiariam, dizendo que Ele foi um mestre, um profeta, um espírito perfeito que nos trouxe a boa nova. Está errado isso? De fato, não está. Mas somente quem é cristão vai dizer que Jesus Cristo é Deus.

Jesus Cristo quis precisar de nós e, apesar de nossa pequenez e das nossas limitações, nós temos o privilégio de tê-lo presente na Eucaristia. Responder simplesmente que reconhece a divindade de Jesus ainda é muito pouco devido a dimensão de seu amor por nós.

O que importa mesmo é provarmos esse nosso reconhecimento através de nossas atitudes e comportamentos, no trabalho, em casa, na família, amando e perdoando nossos inimigos e evitando fazer aquilo que não é do agrado de Deus.

Para isso, Jesus nos convida a renunciarmos a nós mesmos e a assumir nossas cruzes para seguí-lo. Você já percebeu que quando nos livramos de uma cruz, sempre aparece outra, e muitas vezes ainda maior? Porque elas não podem ser evitadas, pois quem optou por Jesus, não significa que não  vai passar por sofrimento.

O que muda é como nós respondemos a isto, seja a perda de um filho, uma doença, a perda de um emprego, dificuldades financeiras, rejeição, drogas etc. Não dá para querer a Glória de Cristo se não assumirmos nossas cruzes.

Portanto, peçamos a Deus forças, paciência e obediência para que possamos carregar nossas cruzes com alegria, porque quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de Cristo, a salvará.

Avisos

• Palestra dia 28/06 – terça feira às 20h00 no salão de festas.
– Entrada pelo portão 5 do clube.
– Tema: Suícidio
– Trazer um quilo de alimento não perecível.
– Palestrante: Padre Lício do Vale. Mebro da ABEPS – Associação Brasileira de Estudos e Prevenção ao Suicídio
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• Encontro de Jovens – Juventude 360°
– Data: dia 24/06
– De 10 a 13 anos, das 19h às 20:20h
– De 14 a 18 anos, das 20:20h às 21:40h
– Local: Salão Paroquial – Rua David Ben Gurion, 777
https://www.instagram.com/juventude.360/

7º Domingo do Tempo Comum – 2022


Domingo, 20 de fevereiro.

O evangelho de hoje nos coloca à prova pois nos mostra como é difícil segui-lo. Só a graça de Deus é capaz de nos capacitar para fazer o que o evangelho nos pede. A missão de Jesus é anunciar o ano da graça, da felicidade e do amor. No domingo passado vimos no evangelho de São Lucas o sermão da planície, tão importante quanto o da montanha, sendo que o da montanha simboliza a experiência de Deus.

Quando você vai rezar em sua casa, sozinho em seu quarto, você está no monte, o monte para Deus não é um lugar geográfico e sim um lugar espiritual. Na missa estamos no monte porque é o momento de conversa com Deus, por isso o sermão da montanha tem uma conotação espiritual muito forte que começa com as bem aventuranças, mas que também é tão exigente quanto o de Lucas.

Hoje estamos na planície, a planície é o lugar do trabalho e das atividades, a gente não pode ficar só na Missa, ou só nas orações, devemos descer, ou seja, trabalhar para o reino, para que a paz e a justiça sejam maiores que ódio, que a vingança, que a guerra etc. Jesus quando pregou na planície, pregava para as pessoas que queriam trabalhar pelo reino, está falando para mim e para você que no dia a dia tem que enfrentar situações desastrosas como discussões, brigas, invejas, ódios, traições e fracassos.

Por exemplo se eu plantar uma semente de laranja pensando que eu vou colher uvas, eu irei me frustrar, porque para a lógica da natureza isto é impossível, do mesmo modo que é quase impossível o cristão produzir o mau; ele pode cair, mas logo sua consciência o alerta e ele se arrepende e se levanta, porque no batismo, a semente do bem e do amor foi plantada em seu coração. E para esta semente germinar, deve morrer em nós o homem velho, por isso devemos amar nossos inimigos, rezar pelos que nos perseguem, fazer o bem aos que nos odeiam, não pedir que nos devolvam o que tiraram de nós, e o que desejarmos que os outros nos façam, façamos também nos a eles.

Nem sempre conseguiremos realizar o que Jesus nos pede, mas não devemos desistir, é o que Padre Manoel ressaltou em sua homilia: “Que não desistamos de sermos cristãos!” pois se você conseguir ser Cristão pelo menos em um minuto das 24 horas do dia, naquele minuto, você conseguiu ser verdadeiramente cristão, assim como a semente de mostarda que é a menor de todas as sementes da terra, mas quando semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se a sua sombra. É assim também a nossa fé.

Não é só após à morte que ressuscitamos, Deus nos chama a ressuscitarmos também nesta vida, é quando morre em nós o instinto animal que é gerado quando alguém nos ofende e a gente ou ataca ou foge dele, não devemos fazer nem uma coisa nem outra porque o cristão é uma pessoa espiritualizada, pois somos conduzidos pelo Espírito Santo, quem nos dá sabedoria para lidarmos com as coisas do mundo.

33º Domingo do Tempo Comum – 2021


Domingo, 14 de novembro.


“Céus e terras passarão mas minha palavra não passará!”

Hoje celebramos o penúltimo domingo do tempo comum do ano de 2021 que se encerra no próximo domingo com a festa de Cristo Rei, estamos encerrando o chamado tempo litúrgico, a proposta do tempo comum é o crescimento na fé. As leituras dos últimos domingos vão nos conduzindo para uma reflexão do final dos tempos. Tanto a primeira leitura, tirada do livro de Daniel, quanto o evangelho, nos falam de cenas apocalípticas, onde parece que as estrelas cairão, o céu deixará de existir, a lua perderá o brilho etc. Isto é uma forma de linguagem muito utilizada no tempo de Jesus que, de acordo com Pe Manoel, não tem nada a ver com destruição.

É uma linguagem típica utilizada para explicar que as potências do mundo não prevalecem sobre o poder de Deus. Na verdade o livro do apocalipse é um livro belíssimo, de esperança, de ânimo e encorajamento, escrito no tempo de Nero que, nesta época, estava perseguindo os cristãos, e por isso o livro do apocalipse veio para animar os cristãos na fé.

Na primeira leitura, no livro de Daniel, o império grego estava reinando na Europa, no norte da África e em boa parte da Ásia, onde o imperador Alexandre Magno quis impor a cultura grega em todo lugar que ele colonizava, e quando chegou no oriente médio, onde é Israel, Alexandre Magno permitiu que as culturas e religiões locais existissem. Quando Alexandre Magno morre, começa a briga entre os generais pela sucessão do império Grego. O general Antíoco IV Epifânio, em meados de 164 antes de Cristo, quis impor a cultura grega na região da palestina com violência.


O general Antíoco IV Epifânio obrigou os judeus a comerem carne de porco só porque Judeu não come carne de porco e a adorar a estátua de um deus grego; e uma mãe judia, com seus sete filhos, diante desta imposição, incita seus filhos a permanecerem fiéis na fé, e vê seus filhos morrerem um a um.

Padre Manoel em sua homilia ressaltou que a partir do momento em que somos batizados, nossos nomes ficam gravados no livro da vida (a palavra de Deus), e que com isso nem o demônio tem poder sobre nós, a não ser que demos permissão a ele.

As dificuldades que passamos na vida, significa que ainda não é o fim, é apenas um sinal para que possamos crescer na fé e sermos reestruturados, o fim é a segunda vinda de Cristo, que tanto esperamos e a última vinda, onde Cristo finalizará a obra do Pai. Durante o tempo comum, tivemos 33 domingos para crescermos na fé, reflita em que aspecto você melhorou durante esta caminhada espiritual, pois ainda há mais uma semana antes de encerrar o tempo comum para você se preparar para o advento.

30º Domingo do Tempo Comum – 2021


Domingo, 24 de outubro.

Quantos tipos de cegueira temos no dia a dia? Por exemplo, não enxergar a necessidade do outro não é uma cegueira física mas sim uma cegueira espiritual. Outro exemplo é a falta de escolaridade, o analfabetismo, é um tipo de cegueira social. E qual é a pior cegueira? é quando alguém vê mas não quer enxergar.

E tem gente que gosta que as pessoas não enxerguem, por exemplo, que não tenham acesso a educação, a saúde, que não grite, não se manifeste ou exponha o seu problema. Como no evangelho de hoje onde muitos mandavam o cego, que ouviu Jesus passar, se calar. Nos evangelhos anteriores haviam muitos grupos que sofriam de uma cegueira, por exemplo os discípulos que não reconhecem quem é Jesus e os fariseus e as autoridades que também não reconhecem quem é Jesus.

Bartimeu (filho de Timeu), tem uma cegueira física, mas que tem dentro de si um fogo capaz de comover Jesus, que mesmo não enxergando, ele ouve falar do Messias, cuja fé entrou pelo ouvido por escutar. E diante de todos os que vieram antes, Bartimeu fez uma proclamação solene: “Filho de Davi tenha piedade de mim!” pois sabia que Davi foi o rei mais importante que o antigo testamento conheceu.

Bartimeu sabia que o Messias deveria ser descendente de Davi, portanto este cego era sábio. O Messias, para os Judeus, ainda não veio, porque eles esperavam um messias rico, poderoso e que pusesse os romanos, que dominavam a palestina a mais de 100 anos, para correr. Como que o cego Bartimeu enxergou o Messias sem o ver? ele enxerga um Messias piedoso, pois há cegos fisicamente que enxergam mais que os não fisicamente cegos.

Jesus não pede nada para curar o cego, porque Bartimeu toma uma decisão muito importante em sua vida: Jogou o seu manto, sua única segurança, deu um pulo e seguiu Jesus pelo caminho, pois dar um pulo significa Ressuscitar. O discípulo perfeito é aquele que escuta, assimila o que escuta, clama e coloca a palavra em prática.

Na segunda leitura o sumo sacerdote, uma vez por ano entrava no espaço mais reservado do templo de Jerusalém, com um balde de sangue dos animais e com isto aspergia o ambiente para obter o perdão dos pecados para o público. Jesus entrou no santuário mais perfeito do céu e com seu sangue nos resgatou, sacerdote perfeito.

Avisos:

Dia 29/10, próxima sexta-feira, haverá no Teatro Cassiano Gabus Mendes, palestra com Roseli Luz sobre Meta Real, Cuidados, Saúde e Bem Estar da Mulher, às 19h30. *Campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis. Doe 1Kg.

29º Domingo do Tempo Comum – 2021


Domingo, 17 de outubro.

Bodas de Prata da Paróquia de Santa Suzana – 25 anos

“Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!” – diz o salmista.

Na primeira leitura, tirada do livro do profeta Isaias, no momento em que o povo de Israel estava sofrendo a perseguição na Babilônia, este profeta teve que animar este povo dizendo: “Vou narrar os feitos do Senhor, tudo aquilo que Ele fez por amor ao seu povo!” Então o profeta Isaias clama e glorifica o Senhor por tudo aquilo que Ele Fez.

Hoje celebramos 25 anos de criação da Paróquia de Santa Suzana, fundada na região do Morumbi.

Padre Manuel, além de Pároco da Paróquia de Santa Suzana e Capelão da Comunidade São Paulo Apóstolo é Vigário Episcopal das 15 Paróquias da região do Morumbi e de mais 14 Paróquias do Município de Taboão da Serra. Deus quis que nesta região formasse uma Igreja e a partir desta Igreja, este povo pudesse encontrar-se com Deus e com os irmãos. A paróquia é uma comunidade onde os fiéis podem encontrar não somente o alimento da palavra, mas também se relacionar em uma comunidade de irmãos.

Nós temos a graça de poder celebrar as Missas dentro do Clube, pois o SPFC é o único clube que tem missas regulares aos domingos. Nestes 25 anos tivemos muitos momentos em que Deus se fez presente, no início Padre Manoel celebrava as Missas em condomínios e em casas de famílias aos redores do terreno, doado por Natalia Neumann e seu marido judeu, onde se iniciou a construção da capela Imaculada Conceição em 1997.

Aliás a Paróquia de Santa Suzana tem uma estreita ligação com Judeus, quem fez o vitral da Imaculada Conceição foi uma artista judia, a matriz da nossa Paróquia está na rua David Bem Gurion, nome do primeiro presidente de Israel, alguns judeus tem nos ajudado na construção da Caritas e atualmente temos outro judeu ajudando a Caritas com projetos profissionalizantes. É uma grande alegria para nós desfrutarmos desta pareceria.

Padre Manoel ressaltou que foi muito bem acolhido no SPFC quando celebrou a Missa pela primeira vez no clube em 1996 e que sempre teve excelentes relações com a diretoria e a presidência. Nestes 25 anos tivemos irmãos e irmãs da paróquia que já faleceram e que tiveram trabalhos muito importantes em prol da comunidade, pois a eles só temos a agradecer e que Deus possa acolhê-los em seu coração. Quantas crianças e jovens que fizeram catequese, foram crismados e batizados e que hoje são adultos e participam da comunidade. Somos uma comunidade viva que vai se manifestando no anúncio da palavra de Deus e no testemunho de vida cristã.

Na segunda Leitura São Paulo fala na carta aos coríntios: “Em vós não falta dom algum!” pois Deus nos deu tudo o que precisamos para sermos felizes. Por isso é importante também percebermos, na nossa história, as ações de Deus, onde Ele atuou de forma concreta em nossas vidas e o que nos marcou, assim como um memorial. A Eucaristia também é um memorial, é a marca de Jesus Cristo no meio de nós, pois Deus nos ama tanto que quis deixar um sinal de que Ele está sempre presente conosco, mas que Ele também nos deixa sinais e por isso não devemos esquecer de agradecer e louvá-lo pelas nossas vidas, inclusive pelas dificuldades que passamos, pois elas também podem nos ajudar a aperfeiçoarmos e a crescermos na fé.

Devemos ser no mundo a beleza de Deus, a palavra viva de Deus, os olhos de Deus. Esta é nossa missão que Ele nos deu, de sermos luz através dos memoriais, ou seja, dos sinais que Deus colocou em nossas vidas.

AVISOS:

26º Domingo do Tempo Comum – 2021


Domingo, 26 de setembro.


No evangelho de três domingos atrás, Jesus já fazia, em Cesárea de Filipe, o primeiro anúncio da sua paixão, onde Ele seria entregue em Jerusalém, condenado, morto na cruz e no terceiro dia ressuscitaria. Cesárea de Filipe é onde nasce o Rio Jordão, e lá havia um templo construído por Alexandre Magno em homenagem ao deus Pan, onde mais tarde, Filipe, filho de Herodes, mandaria ampliar. E foi diante deste templo que Jesus Cristo fez a grande pergunta aos discípulos: “Quem sou Eu para vocês?” e Pedro responde: “Tu és o Messias!” Jesus o elogia mas logo o repreende porque Pedro não quis aceitar que Jesus deveria ser morto na cruz, e diante disso, São Pedro teve que passar por um processo de aprendizado (conversão), para saber quem é Jesus Cristo.

No evangelho do domingo passado, os discípulos estavam discutindo quem deveria ser o maior no Reino de Deus. E Jesus explica a eles: “Quem quiser ser o primeiro, que seja o último!”

No evangelho de hoje, João, o discípulo mais amado de Cristo, vai dizer a Jesus: “Mestre, vimos um homem expulsando demônios em seu nome, mas nós o proibimos porque ele não faz parte do nosso grupo!” E Jesus repreende João, porque dá a entender que os discípulos de Cristo eram melhores que os outros. O Cristianismo não é uma associação dos melhores do mundo, então Jesus vai ensinar mais uma vez aos seus discípulos quem Ele é, convertendo-os, pois conversão em hebraico significa colocar Deus em primeiro lugar.

No livro do Genesis quando a serpente convence Eva de que o fruto era doce ao paladar, de aparência bela, e necessário para o conhecimento do bem e do mau, Padre Manoel em sua homilia nos explica que estas são as três grandes tentações do ser humano: A tentação do comer, a tentação do ver e a tentação do poder. E o que isto tem a ver com a liturgia de hoje? Jesus manda arrancar um olho se este estiver levando a pecar, porque é melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. O olho vê, mas o olho deseja, aí vem a inveja e a cupidez, porém o olho também nos ajuda a enxergar a beleza das coisas.

Já o demônio vive tentando nos convencer que Deus fez errado a nossa história, fazendo nos questionar: por que eu nasci assim? por que eu cresci assim? por que eu passei por esta dificuldade ou tribulação? por que aquela pessoa que eu amava teve que morrer? por que eu tive que passar por privações? por que meus pais são assim? ou por que eles se separaram? É a questão do ver, ver a minha história e minha realidade e não aceitá-las.


Jesus também passou por três tentações no deserto, e venceu todas elas, porque na sua humildade, aceitou sua realidade e condição humana. Já o ser humano fica pedindo milagres pra Deus achando que isso vai resolver o problema da sua vida, porque acha que Deus não o ama na sua História.

Já a tentação de cortar a mão, significa que a mão simboliza o trabalho que você acumula para si, ou seja, a gula, que gera a inveja e a ira, pois uma pessoa gulosa é também uma pessoa irada, porque comer demais significa acumular. E quando Jesus foi tentado com a gula no deserto, Jesus disse: “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” O mundo nos diz que se acumularmos bens seremos felizes e com isso iremos saciar a nossa fome e sede de amor, e Jesus mostra que não é somente isso que nos dá sentido a nossa existência. Jesus quer dizer que, se aquele bem te leva a ser escravo dele, ou seja, a pecar, corte-o.

A última tentação é a dos pés, é onde a serpente diz à Eva que ela pode ser livre e independente, o pé me dá autonomia, me leva para onde eu quero e a ter o conhecimento do bem e do mau sem precisar depender de Deus. Pura mentira do demônio, porque somos dependentes de Deus sim! É onde o demônio no deserto leva Jesus nos alto das montanhas e promete todo o reinado do mundo se Jesus o adorar, mas Jesus não aceita adorá-lo porque sabe que nada pertence ao demônio e sim a Deus. Jesus diz que se esta visão de autonomia te leva a pecar, corte-a.

Se quisermos vencer na vida, Jesus nos dá toda a graça e tudo o que é necessário para que possamos vencer com liberdade, sem nos escravizarmos a nada, basta colocarmos nossas vidas em suas mãos. Deus é capaz de mudar a tua história e estas dificuldades que você passou na vida em um bem imenso aos irmãos e irmãs. E o anúncio, não é dever de um grupo e sim o dever de todos.

AVISOS:


Dia 01.10 No Salão Paroquial!!! Os Jovens deverão chegar às 19h45 para começarmos todas as atividades às 20h! Tragam os Jovens para essa noite incrível!

25º Domingo do Tempo Comum – 2021


Domingo, 19 de setembro.


Quem acolhe Jesus, acolhe também quem o enviou. Pois quem acolhe a palavra de um sacerdote, que prega em nome de Cristo, acolhe quem ele representa: Jesus Cristo. Por isso a importância da autoridade daquele que prega uma palavra de salvação e de vida eterna.

Estamos em um tempo em que as autoridade são contestadas, por exemplo a autoridade familiar onde o filho contesta o pai ou a mãe, o marido que não dá autoridade àquilo que a esposa fala e vice-versa. Na nossa política onde a falta de autoridade em nosso país acaba afetando nossa relação com Deus, onde muitas vezes não damos a autoridade que nosso Pai Celestial exige, porque damos autoridades as coisas do mundo.

No evangelho do domingo anterior, Jesus levou os discípulos à Cesareia de Filipe e diante do Deus Pagão, perguntou aos discípulos: “Quem sou eu para vocês?” E Simão respondeu: “Tu és o Messias, o filho de Deus!” Jesus se alegra tanto com a afirmação de Simão que muda seu nome para Pedro. Logo em seguida, Jesus começa a esclarecer que tipo de Messias Ele é, que Ele seria entregue em Jerusalém para ser crucificado, morto, sepultado e ressuscitado no terceiro dia. Nisto, Pedro pega jesus à parte e começa a repreendê-lo. E jesus diz a Pedro: “Afasta-te de mim satanás!” Porque Pedro pensava de acordo com o conceito humano e não com o conceito divino.

Quem Jesus para nós? é aquele que resolve nossos problemas de conta bancária? apesar de existir muitas igrejas que oferecem este tipo de Deus (o Jesus da teologia da prosperidade), mas não é este o Jesus verdadeiro.

No evangelho de hoje nós temos o segundo anúncio da paixão de Jesus Cristo, onde Jesus repete aos discípulos que ele será entregue em Jerusalém para ser crucificado, morto, sepultado e ressuscitado no terceiro dia. Nosso Deus é aquele que assumiu todos nossos pecados na cruz para que todos nós fossemos libertados. Ele morreu na cruz para que tenhamos vida. Jesus é um Deus que não pecou mas assumiu nossos pecados, portanto sem a cruz, não há razão de existir o Cristianismo.

Hoje em dia, muitas vozes do mundo querem tirar nossa cruz dizendo: “pra que aguentar esses filhos, este marido, esta esposa que não te ama ou este chefe que te explora?”

Padre Manoel em sua homilia contou a estória de um homem que vivia reclamando de sua cruz, até que um dia Jesus apareceu a ele e o levou a uma caverna. Ao chegar lá, Jesus pediu para aquele homem deixar sua cruz ao lado da porta,  e ao entrar, haviam um monte de cruz para ele escolher. Depois de experimentar todas, viu que não tinha nenhuma cruz de seu agrado, e quando saiu da caverna viu a cruz que estava ao lado da porta e resolveu experimentar. Ao experimentá-la ficou extremamente satisfeito e disse a Jesus: “É esta!” e Jesus respondeu: “Filho esta era a sua cruz que vc deixou antes de entrar na caverna!”


Cada um de nós tem uma cruz e a sua cruz não é nem mais pesada e nem mais leve que a de seu irmão. Por isso Jesus diz: “Quem quiser me seguir renuncie a si mesmo e tome sua cruz!” A cruz para nós cristãos jamais deve ser sinal de sofrimento, porque a cruz será sempre gloriosa. Pois nossos sofrimentos nos levarão a vitória e a salvação, e com Cristo somos mais que vencedores.

Não devemos reclamar dos sofrimentos que passamos na vida, pois para o cristão, o sofrimento é um grande caminho para a salvação e quem quiser ser o maior, seja o que serve, porque na cruz destrói-se todo orgulho e toda vaidade. Podemos também oferecer o sofrimento que passamos pela conversão de nossos irmãos e salvar muitas vidas. Peçamos a Deus: “Senhor eu não entendo este sofrimento que eu passo mas quero oferecê-lo pela conversão da minha família, pela igreja, pelos políticos etc.”

Também peçamos a Deus que Ele nos dê a graça, a coragem, a alegria e a esperança de carregarmos a nossa Cruz, pois com isto estaremos manifestando a vitória de Cristo.

AVISOS:

VISITA ESPECIAL AO SANTUÁRIO DE APARECIDA EM COMEMORAÇÃO AO OUTUBRO ROSA.

Dia 27/09 será realizada a Peregrinação ao Santuário de Aparecida. Saída do SPFC às 6h00. Inscrições na CAU com a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis. Encontro no portão 7.

Almoço: Opcional (buffet completo com bebidas à parte) R$ 60,00,  cobrado no boleto do clube. Local: Mosteiro Bom Jesus, onde o Papa Bento XVI se hospedou em sua visita ao Brasil.

23º Domingo do Tempo Comum


Domingo, 05 de setembro – mês da Bíblia.


“Aquilo que é caótico para o mundo, Deus faz o cosmos, ou seja, põe tudo em seu devido lugar.”

A primeira leitura de hoje, tirada do livro do profeta Isaias, também chamado de livro da consolação, onde o povo de Israel, tido com escravo na Babilônia, questionava a existência de Deus. E o profeta Isaias vai transmitir uma palavra de esperança e consolo aquele povo: “Dizei às pessoas deprimidas: Criai ânimo e não tenhais medo, porque o Senhor vem fazer justiça!”

Você acha que nesta situação que você está passando, já de muito tempo, que te oprime e te entristece, Deus não está olhando para você? Pois Ele te diz: “Eu vou fazer justiça!” Pois a justiça de Deus é melhor que a justiça dos homens.

“Onde está seco, Eu trarei água e onde está as trevas, Eu trarei a luz! Farei o mudo falar, farei o cego enxergar, farei o surdo ouvir…” Deus quer nos tirar desta situação de fracasso porque nos ama mais do que tudo.

Na segunda leitura, São Tiago diz que Deus não faz acepção de pessoas, não importa se a pessoa é rica ou pobre. Deus ama cada um de nós como se fossemos únicos no mundo, ou seja, Deus me ama mais do que todos e ama você mais do que eu. Porque cada um de nós é único no mundo, e o amor de Deus é único para cada um de nós. Pois se existisse só você no mundo e tivesse experimentado o pecado, Deus também teria trazido seu filho ao mundo para morrer por você. Deus ama a todos, até aquele pecador, infinitamente e plenamente.

No evangelho de hoje, Jesus, na região da Decápole, região pagã da palestina, quer deixar claro que a palavra de Deus não é exclusiva somente para o povo de Israel e sim para todos os povos. Em Decápole, Jesus procede a cura a um homem, que foi trazido por algumas pessoas para ser curado da surdez e da dificuldade de falar.

Nos tempos de hoje, quem é o surdo e quem fala com dificuldades? É quando ouvimos a palavra de Deus e não a acolhemos em nossas vidas, ou então quando a acolhemos e escutamos mas achamos que estes ensinamentos não são para nós, mas sim para o outro. Assim estamos julgando a palavra, e quando a julgamos, também estamos surdos, portanto toda a palavra é para nós.

E por que somos gagos? porque muitas vezes escutamos a palavra de Deus e não permitimos que ela entre em nossos corações por inteiro, pois quando o mundo nos cobra, titubeamos diante à verdade, não proclamamos a palavra por inteiro, usamos de meias verdades.

Para escutarmos a palavra de Deus é preciso que o Espírito Santo haja em nós, se não, o mundo rouba a beleza desta palavra, ou seja, a glória de Deus que foi conquistada por Jesus Cristo na Cruz. Pois todos os que foram batizados têm o poder do Espirito Santo dentro de si. E São Paulo reforça: Vós sois templo do Espírito Santo!” Por isso devemos pedir para o Espírito Santo agir em nossas vidas para nos dar o dom da ciência (o conhecimento da vontade de Deus), inteligência (para compreendermos a vontade de Deus) e o discernimento (para usarmos os ensinamentos de Deus no dia-a-dia).

Jesus ao tocar os ouvidos daquele homem, o converte, o faz escutar e entender a Palavra de Deus, e por último, Jesus cospe e com sua saliva, toca na língua deste homem fazendo-o falar. A saliva, segundo a tradição bíblica, é a concentração da vida, o hálito vital, que no hebraico tem o nome de Huah, é o mesmo nome para o Espirito Santo, o sopro da vida. Este homem passa a falar a verdade por inteiro.

Cristo quer nos capacitar a escutar e colocar a palavra em prática, ou seja, destravar nossas línguas para que não tenhamos vergonha de falar bem de Deus. E que possamos louvar e bendizer a Deus em todas as circunstâncias de nossas vidas, sejam boas ou ruins. E que possamos encontrar nele forças para superar nossas dificuldades. Que sejamos pessoas livres, curadas e que levemos a palavra de Deus às pessoas de forma verdadeira de acordo com a vontade de Deus.

Que a partir deste mês possamos praticar mais a leitura bíblica. Padre Manoel em sua homilia nos recomendou começarmos com a primeira carta de São João, são apenas 6 capítulos muito bela de se ler, pois fala sobre o amor de Deus. Ao lê-la, se pergunte o que Deus quer falar pra você, e terminado esta carta, vá para os evangelhos – este ano estamos lendo o evangelho de São Marcos cuja principal mensagem se resume na Divindade de Jesus. Jesus é filho de Deus, portanto Jesus é Deus.

21º Domingo do Tempo Comum – 2021


Domingo, 22 de agosto.


Neste domingo estamos encerrando o 6º capítulo do evangelho de São João que começou há quatro domingos atrás com a multiplicação dos pães, e que mostra, no decorrer dos capítulos, que o povo vai querer estar na presença de Jesus só porque querem pão e não porque viram os sinais de que Ele é o Messias. E Jesus diz: “Eu sou a Eucaristia, quem comer deste pão terá a vida eterna!” Ao ouvirem isto, muitos se escandalizaram e deixaram de seguir Jesus.

Imaginemos que tudo aquilo que nos escraviza, que é um peso ou um fardo para nós, está sendo representado pelo povo hebreu que viva como escravo no Egito. Deus, através de Moisés, livrou aquele povo da escravidão, e através de um grande milagre, o fez passar pelo mar vermelho a pé enxuto. Padre Manoel, em sua homilia, ressaltou que este Egito, muitas vezes, está dentro de nós.

O Mar Vermelho simboliza o batismo, lugar onde fomos mergulhados e depois saímos como criaturas novas. Portanto quem é batizado já passou pelo “Mar Vermelho”. Nesses quarenta anos que povo hebreu passou no deserto, foi um tempo de aperfeiçoamento e preparação, ou seja, um tempo de crescimento que cada um de nós viveu até agora, onde Deus tem agido sem deixar faltar o alimento, etc.

Neste deserto somos tentados o tempo todo, assim como Jesus foi tentado no deserto. A tentação do pão, a tentação da história e a tentação do poder. O que está escrito na bíblia, não é só a história do povo hebreu, mas sim a nossa história.

Moisés não consegue entrar na terra prometida, e quem entra é seu fiel escudeiro Josué, junto ao povo escolhido. E quando eles entram na terra prometida, encontram sete povos idólatras morando ali. E Deus fala a Josué: “Eu irei destruir estes sete povos que os impedem de viver lá!” Os sete pecados capitais, representados por aquelas sete tribos, ainda viviam nos corações do povo de Deus.

Os sete pecados capitais também estão dentro de nossos corações, e o que nos impede de vencê-los é a nossa falta de temor e obediência a Deus. Deus pediu ao povo Hebreu que não adorassem nenhum outro Deus, a não ser Ele: “Escuta Israel, o Senhor é teu Deus e o Senhor é um. Não adorarás outros deuses! Tu é meu Israel!”

A infidelidade do povo de Israel, assim como a nossa, sempre foi algo tremendo a Deus e que os imputava com grandes penitências. Josué diante destes povos estrangeiros viu o povo de Deus se deixando levar a prestar culto aos seus ídolos. E Josué diz: “Eu e minha família serviremos ao Senhor!” e no final o povo de Deus diz: “Nós também serviremos ao Senhor!” Deus nos ama e quer nos libertar da escravidão, das idolatrias, de nossa história, daquilo que nos impede de nos perdoarmos.

Muita gente acha que a igreja deve se modernizar, E o que Jesus tem a dizer sobre isso? Pra quem não concorda com os ensinamentos da Igreja, Jesus o convida a se retirar, assim como fez com os discípulos.  A palavra de Deus é única e a verdade não muda. O mundo que tem que se voltar à palavra de Deus e não a palavra de Deus que tem que se modernizar.

AVISOS:

JUVENTUDE 360º

O convite é para você Jovem de 10 a 18 anos. No dia 17 de setembro às 20h00, no salão paroquial de Santa Suzana, teremos o nosso primeiro encontro com muita música, jogos, animação e por fim adoração ao Santíssimo.

Será um encontro de Jovens com Cristo, na rua David Ben Gurion, 777. Ele espera por você!