Os Talentos Que o Patrão Confiou aos Seus Empregados – 2023



Domingo, 19 de novembro. 33º Domingo do Tempo Comum
telentos

"Servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais."

Um homem ia viajar para o estrangeiro, chamou seus empregados e lhes entregou seus talentos. A um dá 5 ao outro dá 2 e ao outro dá 1, cada um de acordo com sua capacidade. A parábola deste domingo aparenta ser terrível, mas de fato será, se não fizermos a vontade de Deus.

Os dois primeiros conseguem dobrar seus talentos porque os colocam em prática e o último, por medo e insegurança, o enterra. Na época de Jesus, um talento valia 30 quilos de ouro, sendo um salário de 25 anos de um empregado, ou seja, 5 talentos significavam 150 quilos de ouro.

O patrão é Deus e Ele nos agracia com seus talentos porque confia em nós e, na mesma proporção, devemos confiar Nele. É como em um empreendimento, buscamos nos capacitar naquilo que mais fazemos de melhor, mas se não tivermos foco e não formos fiéis a Deus, o negócio afunda.

Assim também é o casamento, se construirmos nosso lar sobre a areia, ele vai afundar. Nossos talentos têm que ser construídos sobre a rocha e esta rocha é Jesus, que nos dá base para crescermos na fé, no casamento e em nossos empreendimentos.

Os Talentos a Serviço de Deus

Devemos servir a Deus como empregados de confiança. Deus não nos obriga a nada, mas se não fizermos sua vontade, nossos talentos serão entregues a outros e teremos que recomeçar do início, por isso devemos servi-lo com alegria. Diz o Salmo 99: “Servi ao Senhor com alegria!”

Deus se alegra quando multiplicamos seus dons, por isso ele diz, a cada um dos empregados que multiplicaram os talentos: “Servo bom e fiel, como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais!” Já ao último, Deus diz o contrário, pois até o que tinha lhe foi tirado.

São Lucas diz, que esse último empregado pegou o dinheiro e o amarrou em uma toalha, e o nome certo desta toalha é sudário, ou seja, o pano que envolveu Cristo no sepulcro. Quem faz isso vive uma vida de morte e fracasso. São aquelas pessoas que tem muito potencial, mas de forma egoísta, preferem guardá-los para si.

Essas pessoas vivem na alienação e em plena escravidão, desconfiam o tempo todo do irmão e se escoram na justiça dos homens para se garantir às custas dos outros; colhem onde não plantam e ceifam onde não semeiam. A relação delas com Deus é uma relação de medo e não de temor (respeito).

Onde há amor não há medo, às vezes, o silêncio fala mais do que mil palavras, porque quanto mais chamamos a atenção dessas pessoas, desprovidas do Espírito Santo, mais as afastamos de nós. Sabem qual o maior talento que Deus nos deu? O Espírito Santo. É através do Espírito Santo que somos capazes de multiplicar nossos dons.

Os Talentos e a Unção do Espírito Santo

O que nos ajuda a colocar em prática nossos dons é o Espírito Santo, então devemos invocá-lo para praticar da maneira correta nossos talentos, porque sem o Espírito Santo somos inúteis para Deus. São Paulo nos diz: “Ainda que eu fale a língua dos anjos, se eu não tiver caridade, de nada adianta”. 

A caridade é o Espírito Santo. Não devemos nos comparar aos outros irmãos, porque Deus dá a cada um os talentos segundo sua capacidade, e também não devemos achar que Deus dá mais talentos a um do que a outro.

Se você for uma mulher virtuosa que dá alegria e nenhum desgosto ao seu marido e vice-versa, aí está um dos maiores talentos que Deus lhes deu. Por exemplo, se compararmos uma taça de licor a uma de vinho, a taça de licor é bem menor, mas se estiver cheia, cumprirá seu dever tão quanto ao de uma taça de vinho cheia. Cada taça comporta aquilo que é capaz.

Somos diferentes de nossos irmãos, mas o importante é estarmos cheios do Espírito Santo segundo nossas capacidades, por isso não devemos ter medo de nos arriscar por Deus.

Portanto, devemos pedir o Espírito Santo para investirmos nas coisas certas, a fim de colocá-las a serviço do Reino de Deus. E para isso é necessário capacitação, estudo de campo, capital etc. além de muita oração e desapego de nossos traumas do passado e inseguranças.

Artigo baseado na homilia de
Pe. Manoel Corrêa Viana Neto.
Diocese de Campo Limpo,
São Paulo – SP.

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