30º Domingo do Tempo Comum – 2023



Domingo, 22 de outubro.

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e amarás ao teu próximo como a ti mesmo.”

Amar a Deus sobre todas as coisas é o primeiro mandamento enviado por Deus, mas infelizmente, no tempo de Jesus, esse mandamento já não era o mais importante, pois havia um mandamento que o próprio Deus cumpriu no sétimo dia após criar o mundo, que foi o descanso.

Por isso, para os judeus, em primeiro lugar estava o cumprimento do descanso sabático que até hoje, para eles, é muito importante. Começa no pôr-do-sol da sexta-feira e termina no pôr-do-sol do sábado.

Tanto é que nos hotéis de Israel existem elevadores, próprios para judeus, que são programados a parar de andar em andar aos sábados, com o propósito dos judeus não precisar apertar os botões.

Jesus disse aos fariseus, quando o questionaram, que o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado, ou seja, o homem deve ser o senhor do sábado e não o contrário. Para Jesus, o maior mandamento não é apenas um, mas dois: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

O coração é a sede dos afetos, é o lugar dos sentimentos humanos, como na nossa infância quando esculpíamos em uma árvore um coração com o nome de nossos amados. Amar a Deus requer que coloquemos nossos afetos e sentimentos Nele, e não nas coisas mundanas.

Por isso, Deus não aceita ídolos, caso contrário significa que há divisões, pois não estamos amando a Deus com toda a nossa alma e com todo o nosso entendimento. Amar a Deus é tomar consciência de que nós somos sagrados, ou seja, nossa família é sagrada, nosso casamento é sagrado, nossos pais e filhos são sagrados e nossas tarefas também são sagradas.

Nós somos o terreno do sagrado, ou seja, templos do Espírito Santo, portanto devemos ser autênticos, pois não adianta sermos católicos praticantes se sairmos da Missa xingando os outros no trânsito ou implicarmos o tempo todo com alguém que convivemos mesmo antes de dar bom dia (e se der), porque isso só nos afasta cada vez mais das pessoas.

Amar a Deus de todo o coração significa compreender que se cremos Nele, toda a nossa vida é expressão de Deus, assim como amar a Deus com todo o nosso entendimento é colocar toda a nossa razão, nossa lógica e intelecto em Deus, e não nossa lógica humana sobre Deus.

Assim, não são nossos projetos humanos que devem ser maiores que Deus, é Deus que deve estar à frente de nossos projetos, por isso devemos pedir sabedoria e discernimento divino para executar nossos projetos humanos de forma sábia.

Tem muita gente que lê a Bíblia a partir de sua visão, que, ao ler, por exemplo: ‘amai vossos inimigos’, ela pensa que esse trecho não é para si, mas somente para seus inimigos. Então, aquela pessoa não está amando a Deus com todo o seu entendimento, mas idolatrando um ideal que não faz parte de Deus. Devemos ser humildes e reconhecer que muitas passagens bíblicas estão diretamente ligadas a nós.

Por isso é fundamental uma atitude de oração, como rezar o terço diariamente, orar pelos doentes e necessitados e se colocar a serviço de Deus na igreja. Assim também, no diálogo conjugal, é fundamental uma atitude de oração, como rezar e invocar o Espírito Santo antes de falar com seu marido ou esposa, pois  está escrito: “Quando me invocar eu o atenderei!”

Peçamos a Deus sabedoria e discernimento e um coração manso, humilde e semelhante ao de Jesus para reconhecermos nossas fraquezas e limitações, a fim de amarmos a Deus em primeiro lugar com todo o nosso coração e entendimento e toda a nossa alma; e nossos irmãos como a nós mesmos.

Artigo baseado na homilia de
Pe. Manoel Corrêa Viana Neto.
Diocese de Campo Limpo,
São Paulo – SP.

AVISOS:

acolhida

This will close in 0 seconds